A Seleção Nacional é um grande motivo de orgulho para atletas, treinadores, dirigentes de clubes, associações e federação, família, amigos e para todos os portugueses em geral. Representar a Seleção Nacional é o ponto mais alto da carreira desportiva de qualquer atleta. Para a maioria, esse MOMENTO é o culminar de milhares de horas de esforço, dedicação, concentração e abnegação. O compromisso que o atleta estabelece, em primeiro lugar, consigo próprio, mas também com todos aqueles que o rodeiam, sobretudo com o seu treinador e com a sua família, representa a força maior que anima o seu processo de especialização e desenvolvimento. 


Decorrente dos princípios fundamentais do associativismo desportivo federado, a participação de um atleta em provas desportivas internacionais não pode deixar de equacionar a vitória como principal objectivo. Principal objectivo não significa, todavia, único objectivo.


O alto rendimento desportivo visa atingir o estatuto de melhor classificado. Não alcançado este objectivo, de carácter absoluto, deve observar-se a qualidade do esforço desenvolvido. O atleta treina para “dar o seu melhor esforço”. Quando esta atitude está presente, qualquer classificação obtida deve ser valorizada de forma positiva. Pode até ser classificada como um sucesso. De acordo com este princípio, não deveremos desenhar as expectativas de desempenho dos atletas subordinados ao ideal da participação. Participar é fundamental. Só participando, e participando com empenho total, é que se pode competir com os melhores. Os atletas com talento e que têm a idade ideal de referência para o desempenho desportivo máximo, devem centrar-se, em primeiro lugar, no objectivo de ultrapassar, com êxito, a primeira eliminatória, seguindo-se as meias-finais, finais e pódio.
Não podem ser outros os objectivos, quer da FPA quer de todos aqueles que se envolvem no projeto “Seleção Nacional”.


Pretende-se apostar na qualidade dos nossos melhores talentos, de modo a que consigamos proporcionar apoios significativos a atletas e treinadores e não dispersar os limitados recursos disponíveis.


Considerando a diversidade de disciplinas do Atletismo, a grande maioria delas recheadas de atletas talentosos, os nossos melhores atletas vão estar por todo o globo envergando as cores nacionais. Todos os momentos competitivos de Seleção Nacional devem ser antecedidos pelo rigor e exigência da preparação. Tal facto, aliado a um esforço financeiro presente em cada comitiva, obriga-nos, a estabelecer critérios de seleção que constituam reflexo da exigência de tais momentos competitivos.


A exigência que a Direção da FPA pretende imprimir não se esgota nos atletas. Os treinadores, através do trabalho diário de enquadramento técnico que realizam junto dos atletas, são o primeiro exemplo dessa mesma exigência e qualidade. Deste modo, e no cumprimento do estipulado pelo IPDJ-IP, apenas são elegíveis para enquadrar tecnicamente a Equipa Nacional, os treinadores que sejam detentores de licença federativa e título profissional de treinador válidos.


A Seleção Nacional, dada a sua natureza de interesse público incontornável, está acima de qualquer outro interesse, seja ele individual ou colectivo. Neste sentido, a FPA procurará enquadrar a equipa nacional com as melhores condições para a sua preparação.


A todos os atletas, treinadores, técnicos complementares e dirigentes envolvidos na equipa nacional, a FPA deseja os melhores sucessos.
 

Critérios gerais para a Seleção Nacional

A representação nacional assenta num conjunto de pressupostos essenciais para o desenvolvimento do atleta e da modalidade, pelo que todas as competições da Seleção Nacional estão sujeitas ao abaixo enunciado. 

Para que a seleção se concretize deverão ser observadas as seguintes condições:

Como princípio geral, as “Marcas de Qualificação” tornam o atleta selecionável, mas não, só por si, selecionado.

Para que os atletas até ao escalão de sub-23 sejam elegíveis para representar a Seleção Nacional, deverão cumprir as seguintes condições: 

•    Participar nas atividades do setor para as quais tenha sido convocado:
o    Estágios e concentrações;
o    Testes de controlo e avaliação do treino;
•    Participação nas competições indicadas pelo Treinador Nacional ou Responsável Técnico;
•    Demonstração de estado de forma elevado nas competições que antecedem a competição da Seleção e, se solicitado, em treinos de controlo;
•    O treinador pessoal deverá apresentar o Planeamento Anual de Treino e participação competitiva ao Treinador Nacional do setor (até novembro) e obter a sua aprovação;
•    Assinatura do Compromisso definido no regulamento do PAR;
•    Acompanhamento pela equipa médica (se indicado pelo Treinador Nacional ou Responsável Técnico);
•    Obtenção das Marcas de Qualificação;
•    Cumprimento dos critérios específicos da competição.