Realizam-se amanhã em Gdynia, na Polónia, os Campeonatos do Mundo de Meia Maratona, a única competição internacional da World Athletics neste atípico ano de 2020, na qual Portugal estará representado por uma delegação da Federação Portuguesa de Atletismo composta por seis atletas: Jessica Augusto, Sara Moreira, Rui Pinto, Samuel Barata, Nuno Lopes e Luís Saraiva.

 

Portugal é um dos 50 países presentes nestes campeonatos que terão cerca de 250 participantes, de acordo com as informações disponibilizadas até ao dia de ontem (hoje serão dadas a conhecer as listas de partida), e apenas terão competição coletiva no setor masculino. Os portugueses, todos estreantes na competição, situam-se a meio da tabela em termos de recordes pessoais de todos os participantes, o que demonstra a qualidade dos participantes, que apresenta um leque de enorme qualidade, a iniciar com a presença do ugandês Joshua Cheptegei que, curiosamente, nunca correu a distância, mas que esta época já bateu três recordes mundiais: 12m51s nos 5 km, numa prova no Mónaco; seis meses depois bateu o recorde dos 5000 metros no meeting do Mónaco (12m35s36'); e recentemente (7 de outubro) bateu o recorde mundial dos 10 000 metros em Valência (26m11s00').

 

Ele será um dos muitos corredores do leste africano que poderá marcar a edição destes campeonatos, juntamente com o queniano Kibiwott Kandie, líder mundial da distância, com a marca de 58m38s.

 

A equipa portuguesa masculina é composta pelos quatro primeiros classificados no nacional de estrada de 2020: Samuel Barata, do Sport Lisboa e Benfica, campeão de estrada e terceiro no corta-mato curto, que recentemente bateu o recorde pessoal nos 5000 metros. Esta época ainda não correu a distância de meia maratona, mas tem como recorde pessoal a marca de 1h02m59s, que foi obtida em Barcelona, no ano passado (ainda tem 1h02m01s, em Newcastle, mas numa prova cujo percurso não é homologável pela World Athletics); Luís Saraiva, do Sporting Clube de Braga, vice-campeão europeu de corrida em montanha em 2017; Rui Pinto, do Sport Lisboa e Benfica, líder português deste ano (1h03m07s), que correu a meia maratona de Barcelona, no princípio da época; e Nuno Lopes, individual, que venceu a meia maratona de Ovar em 2018 (1h03m57s, em prova com percurso não homologável).

 

É uma equipa homogénea, com ambição, disposta a correr para as melhores classificações possíveis. Embora a melhor participação portuguesa tenha sido um quarto lugar em 1998, a última presença foi em 2003, em Vilamoura, com um 12.º lugar coletivo, e melhorar essa classificação está nos objetivos da equipa.

 

Sara Moreira e Jessica Augusto em femininos

 

Este ano, Portugal estará representado por duas atletas: Sara Moreira, do Sporting Clube de Portugal, que completará 35 anos no dia da prova, foi campeã europeia de meia-maratona em 2016, que passou por lesões nas duas últimas épocas, e Jéssica Augusto, do Sporting Clube de Portugal, a menos de um mês de chegar aos 39 anos, foi terceira classificada no Europeu de 2016. Ambas ainda não correram a distância esta época e partem sem qualquer pressão coletiva para uma prova na qual que Portugal conseguiu uma medalha de bronze coletiva, em 1993, num ano em que a campeã mundial foi a portuguesa Conceição Ferreira.

Em termos das melhores atletas presentes, confirmada a ausência da holandesa Sifan Hassan, a lista de concorrentes inclui outros nomes de peso, como as duas recordistas mundiais da distância: em prova mista, a etíope Ababel Yeshaneh, com 1h04m31s (em Ras Al Khaimah, este ano); e em prova exclusivamente feminina, a queniana Peres Jepchirchir, com 1h05m34s (em Praga, em setembro de 2019). Jepchirchir foi campeã mundial em 2016. Ainda como favoritas, destacamos as duas primeiras classificadas do Mundial de 2018, a etíope Netsanet Kebede e a queniana Joyciline Jepkosgei.

 

Em anexo, um documento com várias informações sobre a competição, e, abaixo, a comunicação do técnico nacional de meio-fundo e fundo.

 

 

 

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